Devaneios corinthianos


A gangorra do início da temporada

Não foi nenhuma atuação maravilhosa. Contra a outra equipe que perdeu todas as partidas disputadas no Paulistão, o time de Mano Menezes fez sua obrigação e ganhou o jogo. Mas as falhas ainda existem, assim como a esperança.

Depois do baile levado contra o São Caetano no primeiro tempo, Mano Menezes resolveu acelerar o ritmo das mudanças no time. O inoperante Marcel não poderia continuar, sob risco de desperdiçar três pontos preciosos em casa e tornar ainda mais lenta a confecção de uma equipe titular competitiva. Em seu lugar, sem opções, o treinador apostou no jovem Everton Ribeiro. Que correspondeu.

Diferentemente da trágica estréia de Carpegiani contra o Náutico, quando, vindo de boas atuações na lateral-esquerda sob o comando interino de José Augusto, Everton Ribeiro foi promovido ao meio-campo para que o invetinvo treinador tentasse garantir sem sucesso a retranca lá atrás com Carlão, dessa vez o jovem atleta teve a constante companhia de um André Santos em franca evolução pelo lado esquerdo. As jogadas fluíram, como no primeiro gol do Corinthians. Não foram muito freqüentes, mas sempre válidas e interessantes. É um esquema a ser aprimorado com o maior entrosamento dos dois e conforme o garoto ganhe personalidade.

Dentinho ganhou vaga no ataque, mas não se pode prever se essa forma de jogar foi uma alteração pontual frente a um adversário fraco ou algo permanente. Enfrentar o Paulista de Jundiaí no Morumbi com praticamente três atacantes não é uma aposta ousada - Acosta, que deveria voltar para compor o meio-campo, quase nunca o fez e continuou a bater cabeça com Finazzi. A movimentação do garoto é indispensável ao sucesso do time, e, assim, a tendência atual é mais que ex jogador do Náutico e o centroavante acabem disputando posição, caso o uruguaio não ganhe a capacidade física e a explosão muscular para atuar vindo de trás, como Mano e todos nós imaginávamos.

Na defesa, Alessandro cada vez mais cai de produção. Sua ala do campo foi por onde os rivais de Jundiaí criaram suas melhores chances. Não parece que Coelho será a salvação da lavoura, mas, pelo menos, será uma boa opção de jogadas de bola parada. O problema na marcação continua com os volantes. Bruno Octávio, apesar de bem na cobertura, é falho demais na proteção à defesa. Perdigão parece estar sempre na roda de bobinho, correndo atrás da bola e nunca a recuperando, apesar de ser um certo toque de serenidade na armação corinthiana - inútil, porém, pois o jogador erra a maior parte de seus passes.

Só o tempo dirá se Éverton Ribeiro conseguirá se firmar na meia esquerda, se a proteção dos volantes ficará mais eficaz com a entrada de atletas como Fabinho e Bóvio, se o retorno de Coelho será de alguma valia e se Acosta e Finazzi vão se entender algum dia. Mano, enquanto isso, trabalha com tranqüilidade e seriedade. Vem da capacidade dele a esperança de um 2008 mais promissor do que apenas um obrigatório retorno à Elite do Brasileiro.

Escrito por Thiago Z. às 11h00
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Notas do jogo: Corinthians 2x0 Paulista

Felipe. Foi pouco acionado, mas correspondeu com segurança. Nota 6,5
Alessandro. Apesar da jogada do segundo gol, quando avançou pela esquerda e, obviamente, sem marcação, nada mais produziu de importante e não defendeu com muita eficácia. Nota 5,0
Chicão. Parece ter subido à cabeça a boa repercussão de partidas anteriores e começou a abusar da capacidade, perdendo algumas bolas fáceis ao sair para o jogo e errando boa parte dos lançamentos. No entanto, lá atrás continuou seguro. Nota 5,5
William. Discreto e competente, vai se firmando com solidez, sem falhas. Nota 6,0
André Santos. Da tímida estréia contra o Guarani até hoje, evoluiu a olhos vistos. Se contra o São Caetano acertou a trave, no Morumbi fez e perdeu alguns gols em ótimas jogadas construídas com Éverton. Nota 8,0
Bruno Octávio. Diante dos constantes avanços ora de Chicão, ora de André Santos, sempre recompôs com eficiência a linha de marcação. No entanto, quando o Paulista atacava, era um volante inútil no desarme. Nota 5,5
Perdigão. Não dá para reclamar de falta de vontade, pois o jogador estava em todos os lugares do campo. Mas sim da falta de capacidade para desarmar e imprecisão nos passes. Ainda assim, saiu ovacionado. Nota 5,5
Carlos Alberto. Entrou com o jogo morto. Sem nota.
Éverton Ribeiro. O menino fez ótima partida, ajudando o meio-campo a ser mais criativo ao se apresentar mais na construção das jogadas que Marcel. Obviamente, sumiu em algumas horas, cometeu alguns erros nas tabelas com André Santos, mas nada que o tempo e o entrosamento não consertem. Nota 7,5
Coelho. Entrou para jogar Alessandro na meia e se acostumar à lateral-direita, que deve ser sua. Não melhorou muito a marcação por lá, mas mostrou potencial para ser utilizado nas bolas paradas. Nota 5,5
Acosta. Mais uma vez, deveria atuar no meio-campo, mas jogou praticamente no ataque, novamente batendo cabeça com Finazzi e perdendo gols incríveis. No entanto, marcou um golaço de letra que o salvou de novas vaias. Nota 5,0
Lulinha. Mesmo num jogo fácil, com espaços, não consegue se firmar. Parece que o sucesso precoce subiu à cabeça e o atleta não consegue se focar como os jovens Éverton e Dentinho. Pelo menos Mano dá sinais de preservá-lo. Nota 5,0
Dentinho. Fez o diabo com a defesa do Paulista, como se fosse um nostálgico ponteiro caindo pelos dois lados do campo e sempre criando ótimas oportunidades ao ataque. Será difícil perder posição no time se continuar demonstrando a personalidade dos últimos jogos. Nota 7,0
Finazzi. Perdeu gols incríveis e não marcou o seu. Assim, atuação nada memorável. Valeu pela ajuda nas bolas altas na defesa e força de vontade para ajeitar os lançamentos imprecisos de Perdigão e Chicão. Nota 5,5
Mano Menezes. Foi bem na montagem de um novo jeito de jogar. Ainda deixa a defesa desguarnecida ao atuar com Bruno Octávio e Perdigão, da mesma forma como Acosta não parece nem próximo de encontrar a forma física e tática ideal para entrar em campo. Pelo menos enxerga o que acontece em campo e demonstra ter criatividade e coragem para tentar construir o time diferente de suas convicções iniciais. Nota 7,0

Escrito por Thiago Z. às 10h53
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Falta um meia, sobram volantes ruins

A acachapante derrota frente ao São Caetano serve para conter as expectativas de um time em formação. A vitória contra o Guarani mostrou virtudes, o jogo do domingo exarcerbou defeitos. Há muito trabalho a ser feito.

Contra o Guarani, ficou claro que o meio-campo alvinegro era fraco. Alessandro foi o melhor jogador do setor, mas sabia-se difícil confiar numa nova atuação do mesmo nível. Marcel era desolador, enquanto os volantes, quando exigidos, não corresponderam. O São Caetano escalou volantes e meias que se apresentavam para o jogo. Isso matou o Corinthians.

Matou porque Bruno Octávio e Perdigão estavam perdidos no encalço de Douglas. Nem falta conseguiam fazer na tentativa de pará-lo. Por outro lado, Marcel e Alessandro não serviam nem para preocupar Glaydson e Hernani, que avançavam para auxiliar o meia do time azul e facilitar a troca de passes com os alas Wilton Goiano e Andrezinho. O São Caetano deitou e rolou, e só ter tomado dois gols no primeiro tempo foi um alento ao Corinthians.

Para a etapa complementar, Mano Menezes tirou um Eduardo Ratinho irregular e constantemente atacado por Andrezinho, deslocando Alessandro para tentar conter, sem sucesso, o ala-esquerdo adversário. Também saiu o inoperante Marcel. Em seus lugares, lançou Dentinho e Lulinha. Na base da pressão e correria, o time partiu para cima e encurralou o São Caetano, mas o gol não saiu. Acosta pouco participava, sem ajudar na armação das jogadas, muito próximo à area junto a Finazzi, congestionando o setor.

Aos poucos, o meia Douglas do São Caetano resolveu tomar conta do jogo. Com os mesmos volantes, o resultado idêntico: nenhum êxito na marcação do armador adversário e o terceiro gol num contra-ataque era questão de tempo, vindo aos 26 do segundo tempo. O time ainda foi valente, trocou um absurdamente apático Acosta pelo inútil Héverton, e o gol acabou saindo numa jogada de bola parada, possivelmente a tônica futura dessa equipe de Mano Menezes. 3 a 1 foi pouco.

De bom, apenas a evolução de André Santos pela esquerda - acertou um tirambaço na trave que teria mudado a partida ao início do segundo tempo -, além da afirmação de Chicão como um zagueiro de respeito, preciso no desarme, sério e ainda se apresentando para o jogo. De certo, a incapacidade de Bruno Octávio e Perdigão formarem uma linha decente de proteção à defesa. E que Marcel não terá vida longa no time titular.

Escrito por Thiago Z. às 20h53
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Notas do jogo - São Caetano 3x1 Corinthians

Felipe. Não mostrou muita segurança, mas não falhou nos gols. Nota 5,5
Eduardo Ratinho. Atuação irregular, foi opção razoável no ataque. Saiu por opção tática para manter alguém mais marcador em sua posição. Nota 5,0
Dentinho. Entrou e não foi tão insinuante como na quinta-feira. Serviu para abrir mais o jogo pelos lados, encostou em André Santos, mas logo o ímpeto do time caiu, assim como sua performance, apesar do gol. Nota 5,0
Chicão. Apesar de ter falhado no gol, no decorrer da partida foi sempre bem na marcação e mostrou qualidade no passe. O melhor das contratações até agora. Nota 6,5
William. Atuação discreta, mas quase sempre eficiente. Nota 5,5
André Santos. Foi mais o jogador que dele se esperava. Marcou bem no seu lado, atacou com mais intensidade, chegou a acertar um chute na trave. Nota 6,0
Bruno Octávio. Péssima atuação. Chegava sempre atrasado nos meias adversários, não desarmava ninguém, não se apresentava para começar as partidas. Lastimável. Nota 3,0
Perdigão. Muito mal. Aparecia sempre correndo, mas raramente desarmava alguém, o que é uma falha sua. Tentava conduzir o meio-campo alvinegro, mas seus passes nunca saíam do óbvio, facilitando a marcação adversária, uma falha do esquema, pois não pode ser sua essa função. Nota 3,5
Alessandro. No primeiro tempo, foi facilmente marcado na meia por Hernani, que ainda saía para o jogo sem ser muito atrapalhado. Na etapa complementar, tomou um baile de Andrezinho. Pouco produziu ao ataque. Nota 4,0
Marcel. Atuação desastrosa. Não preocupou os volantes adversários, não armou nada ao time do Corinthians. Enfim, queimou mais uma oportunidade no time titular e vai ficando claro não ser ele o home para reger a equipe em campo. Nota 3,0
Lulinha. Na empolgação de sua entrada, foi bem. Serviu, assim como Dentinho, para segurar os volantes adversários na defesa, mas pouco produziu além de perder uma boa chance de gol. Parece nunca desencantar. Nota 5,0
Acosta. Pavoroso. Não veio participar do jogo no meio-campo, como quer Mano. Do jeito que atuou, no ataque, bate cabeça com Finazzi na frente, ou obriga o grosso centroavante a sair da área, tornando-o inútil. Nota 3,5
Héverton. Entrou para tentar ser um meia-armador, algo que nunca conseguiu em sua passagem no Corinthians. Sem nota.
Finazzi. Se o time não produz muitas chances de gol, ele pouco aparece. E assim foi, atrapalhando-se com Acosta num espaço normalmente congestionado pela defesa adversária. Nota 5,0
Mano Menezes. Fez o que estava ao seu alcance no intervalo, poderia ter dado certo, mas não foi assim que ocorreu. Deve insistir mais um pouco com Marcel, mas fatalmente cederá. Mas poderia ficar de olho nos volantes, pois essa dupla tem tudo para naufragar. Talvez uma alteração com um jogador mais combativo nesse setor mudasse um pouco a cara do jogo. Nota 5,0

Escrito por Thiago Z. às 20h53
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Notas do jogo - Corinthians 3x0 Guarani

Felipe. Talvez pela primeira vez desde que chegou ao Corinthians, foi pouco exigido. Quando o foi, correspondeu, como de costume. Nota 7,0
Eduardo Ratinho. Avançou com segurança, cobrou bem faltas e até marcou com qualidade. Outro jogador. Nota 7,0
Chicão. Não teve muito trabalho, mas se mostrou sério, sem dar chances. Nota 6,0
William. Idem Chicão, mas com serenidade para comandar a retaguarda alvinegra. Nota 6,0
André Santos. Não efetivou o potencial ofensivo demonstrado nos treinos. Mas marcou bem no seu lado. Nota 6,0
Éverton Ribeiro. Entrou e foi mais incisivo que o titular da lateral-esquerda. Possivelmente, graças ao cansaço do Guarani, também já aberto buscando seu gol e a um Dentinho endiabrado. Nota 6,5
Bruno Octávio. Atuação discreta, saiu para o jogo como de costume, marcou bem no meio-campo, mas, com sua sabida limitação, dificilmente manterá sua posição de titular no mar de contratações para o setor. Nota 6,0
Perdigão. Começou meio perdido, sem saber a quem marcar, único momento em que o Guarani equilibrou. Aos poucos, se acertou na marcação e passou a ser o "maestro" do meio-campo na distribuição do jogo. Nota 6,5
Alessandro. Boa atuação. Esteve ainda meio perdido no posicionamento após atuar como ala toda a temporada anterior, mas foi crucial para permitir a forte ofensividade do setor direito, além de garantir a retaguarda. Nota 7,0
Marcel. Atuação apagada. Pouco produziu, não participou do jogo na maior parte do tempo. Terá de melhorar muito nos próximos jogos para manter a posição de titular. Nota 4,5
Dentinho. O nome do jogo. Entrou e mudou completamente a cara da partida, com intensa movimentação, alternando posição com Acosta, ora caindo por um lado, ora por outro. Fez um gol e foi responsável direto pelos outros dois. Nota 8,5
Acosta. Estréia de quem sabe o que precisa fazer para se dar bem no Parque São Jorge. Correu, lutou, participou muito do jogo. Caindo pela esquerda, será menos incisivo do que mais centralizado, próximo ao gol e buscando as jogadas com Finazzi. Certamente, aos poucos vai se acertar e ser o principal jogador do time. Nota 7,0
Lulinha. Entrou e mal teve tempo de fazer qualquer coisa. Sem nota.
Finazzi. O mesmo de sempre. Acertou bela cabeçada na trave, fez um gol sem querer, perdeu outro feito sem goleiro, guardou mais um de pênalti. Quando está em campo apenas para definir as jogadas, é muito útil. Mano sabe disso. Nota 6,5
Mano Menezes. Pelo pouco tempo de trabalho, montou um grupo com o seu jeito e logo ele vem pegando a sua cara. Com a evolução do esquema - a bola parada parece ser tratada como fundamental, mas ainda não foi nessa estréia, apesar de visível como está treinada - e o aprimoramento de algumas peças - Marcel e os volantes, além da adaptação de Acosta -, o time vai ter força para ganhar a Copa do Brasil e ter uma tranqüila caminhada para garantir o retorno à Série A sem sustos. Mexeu bem, preservando os três bons garotos da base, e na hora certa. Nota 8,0

Escrito por Thiago Z. às 10h51
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Enfim, um treinador!

Obviamente, não dava para esperar uma atuação de gala. Nem pelo tempo de trabalho, muito menos pelo nível dos reforços. Mas ver um time bem armado em campo e com um desenho tático definido já dá esperanças para o novo ano.

O Guarani está longe, muito longe, de ser uma força do interior paulista, como no imaginário do século passado. Assim, qualquer avaliação está sujeita a alterações conforme o nível dos adversários forem crescendo - e, sejamos francos, não vai se elevar muito na série B. Também, estréia sempre mexe com o brio dos jogadores, sendetos por mostrar serviço a uma nova torcida, a um outro treinador, mas a seqüência do trabalho é quem revela seu verdadeiro potencial.

Isso posto, não dá para não ver com otimismo a primeira atuação de Mano Menezes à frente do grupo. A defesa esteve sempre bem postada e pouco ameçada. Quando o foi, Felipe mostrou a segurança habitual. Os volantes tiveram sólido desempenho, sem muito destaque. Perdigão demorou, mas entrou no jogo, e logo, com seu visual de argentino de João Pessoa, parecia querer reger no meio-campo alvinegro. Algo que dá calafrios tendo em vista o retrospecto do atleta. Os laterais, de inegável potencial ofensivo, também foram bem na defesa, algo supreendente ao se tratar de Eduardo Ratinho.

O problema, porém, estará na parte ofensiva do meio-campo. Também surpreendendo, Alessandro teve boa atuação. Como falso meia, na verdade atuou como um volante com mais liberdade pela direita, dando suporte aos avanços de Ratinho, ora caindo pelo meio, ora pela ponta, para confundir e abrir espaços na marcação adversária, além de ajudando na cobertura dos avanços do lateral. No outro lado, nada disso ocorreu, limitando a atuação no ataque de André Santos.

No histórico das equipes comandadas por Mano Menezes, sempre houve três meias, um pelo meio e dois abertos pelos flancos. Alessandro deveria ser o da direita. Acosta caía pela esquerda, mas sua liberdade de movimentação não fazia supor se era um segundo atacante ou se o meia daquela área. Marcel, sumido, confundiu o funcionamento desse sistema. Com a entrada de Dentinho, o ex-santista recuou mais, o uruguaio e o juvenil se alternaram abrindo pelos lados com Finazzi à frente, e o time foi mortal.

O grande desafio de Mano é acertar esse trio de meias. Não seria errado supor que Alessandro não manterá esse nível (nunca manteve na carreira), mas o ex-treinador gremista também fazia milagres como transformar Hugo em peça principal de meio-campo, ou fazer de Diego Souza o cérebro de uma equipe. Marcel dificilmente conseguirá êxito, mas corretamente terá mais algumas chances de provar o seu valor. Acosta parece ser apenas questão de tempo até se encontrar. E Finazzi continuará perdendo muitos gols e fazendo outros tantos.

Escrito por Thiago Z. às 10h47
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2008: um ano cheio de possibilidades

O blog aproveita o derradeiro dia do ano para, além de desejar um feliz 2008 para todos os poucos que nos acompanham, pensar em como o Corinthians pode usar os próximos infernais doze meses para se reconstruir

Já passamos os dois posts anteriores dedicados a mostrar como, na política e dentro de campo, todas as trapalhadas redundaram no rebaixamento. Agora, devemos pensar o futuro. E 2008 será um ano de novas experiências ao clube, e, assim, novas idéias deverão transparecer, aproveitando a histórica paixão do torcedor pelo time em momentos de dificuldade, um certo favoritismo na segundona - e seu conseqüente otimismo -, além de gigantesca exposição exclusiva que a equipe desfrutará. Deve-se ser ambicioso, mas mantendo os pés no chão.

1) Carnê para a segundona.

Não é nada fora do normal. Todos os jogos do Corinthians em casa serão no Pacaembu, afinal, não haverá clássicos. Esses dois fatores somados hão de fazer a torcida comparecer aos jogos com mais freqüência do que normalmente o faz. Não se discute que a rivalidade entre as organizadas afasta o corinthiano comum do Morumbi, onde a chance de confronto é maior. Sem contar a péssima localização da Bambi Arena, outro fator de rejeição.

Assim, não há motivos para que a diretoria não tente já vender os ingressos desses jogos antecipadamente. Basta a CBF definir logo as datas dos jogos. Provavelmente o Corinthians atuará em casa durante a semana, à noite, pois os sábados à tarde serão dedicados aos jogos fora da capital para passar na TV, outro fator de estímulo ao carnê.

O Corinthians jogará na capital às terças ou sextas à noite. Se os horários dos jogos forem às oito e meia, a possibilidade de comprar ingressos antecipadamente será muito atrativa, pois também ocorrerá primordialmente durante dias úteis. Aos finais de semana, é mais fácil chegar mais cedo ao estádio e enfrentar filas para garantir sua entrada - ou comprar no sábado para o jogo de domingo. Não ocorre mesmo para jogos em outras datas. Logo, a possibilidade de já dispor do bilhete antecipadamente é viável.

A vantagem é contar a entrada de recursos provenientes da renda do jogo do forma antecipada para o clube. Afinal, se um torcedor que comprou o ingresso vai mesmo ao jogo, é secundário. O fato é: o dinheiro já está nos cofres, permitindo ao clube sanear suas finanças e planejar seus gastos. Porém, esse fator não primordial para o clube é essencial ao comprador. E, para ser rentável, o plano do carnê deve oferecer vantagens.

Por exemplo, vender o preço do ingresso do carnê com valor intermediário à meia-entrada do estudante e o preço do ingresso nas bilheterias. Além de desestimular a emissão de carteirinhas falsificadas - algo bom no geral -, dá uma vantagem ao torcedor comum, honesto, que paga seu ingresso o abusivo valor comum. Sem dúvidas, a possibilidade de parcelar a compra também deve ser considerada, embora, nesse quesito, tecnologia e setor de cobranças do clube devam funcionar atentamente para evitar fraudes.

2) O projeto sócio-torcedor.

Na verdade, hoje é apenas uma alternativa tupiniquim ao carnê. Ciente de que o brasileiro adora improvisar suas decisões e dificilmente se programa com antecipação mesmo para coisas que faz sempre, o projeto do sócio-torcedor é como uma carteirinha de estudante do clube que garante uma renda mensal à entidade e vantagens a quem a adquire. Por ser uma fórmula de sucesso em outros clubes, também não pode ser desconsiderada.

No entanto, pode ser uma alternativa bem mais atrativa, se planejada com mais visão. Talvez, para lhe elevar a importância, merecesse dar mais poder a quem aderisse. Por exemplo, permitir ao torcedor que se associe votar nas eleições do clube após cumprida uma carência sem atraso nas mensalidades, embora não com o mesmo peso do associado comum, sem lhe conferir as mesmas vantages (como se tornar conselheiro), mas garantindo algum desconto na transição para a forma mais integrada após um determinado período filiado.

É necessário pensar em formas de lhe garantir algo mais do que apenas um projeto semelhante ao do carnê. O sócio-torcedor poderia, também, ter desconto no carnê, pagando o preço do ingresso de estudante por ele, por exemplo. Ou conseguir, talvez, descontos com alguma companhia aérea ou rodoviária parceiras do clube para viajar aos jogos fora de casa, além de poder comprar ingressos destiandos ao visitante nessas partidas diretamente com o clube, possivelmente com algum desconto, certamente com mais segurança.

Mais uma vez, é um proejto que obrigará o clube a unir tecnlogia com o setor de cobranças. Mas vale a pena, afinal, nada como contar com antecipação um recurso passível de flutuações no futuro.

3) Invasão corinthiana

Na falta de um nome melhor, esse é um projeto que visa aproveitar o fato de disputar a segunda divisão para expandir a marca Corinthians. Afinal, a Rede Globo não transmite jogos das equipes paulistas para os confins do Brasil, não à toa o motivo de tamanha torcida flamenguista.

Assim, o clube deveria, quando fosse atuar em locais onde sua exposição sempre foi baixa, realizar algo como "Dia do Corinthians" na cidade. Por exemplo, abrir um treino físico para a torcida - vendendo ingressos a preços simbólicos populares para encher o estádio -, marcar tardes de autógrafo de alguns jogadores do elenco em algum lugar após os jogos (se a partida for num sábado à tarde, no sábado à noite), tentar levar a equipe de veteranos do clube junto para disputar, quem sabe, uma partida com o time local e depois fazê-los tirar foto e autógrafos com as pessoas da região etc.

Tudo isso com um belo furgão de merchandising, vendendo produtos oficiais e licenciados do clube a preços promocionais. Mas com vistas não ao lucro imediato, mas a construir uma nova "fanbase", isto é, aproximar o Corinthians desse público que pouco o vê e, assim, criar novos corinthianos para, no futuro, expandirmos a torcida e, quem sabe, desbancarmos o Flamengo como maior torcida do país. É um projeto ambicioso, mas um clube do nosso tamanho não pode pensar pequeno.

São três idéias que eu tive. Até agora, o clube se movimenta apenas pelo "sócio-torcedor", da mesma forma banal que outros clubes a possuem. Não se discute o funcionamento, apenas a possibilidade de se fazer algo mais além disso. Afinal, o clube até vem tendo um desempenho satisfatório no quesito marketing, após o anúncio da Medial Saúde como nova patrocinadora por verba maior do que a Samsung, o projeto "Nunca vou te abandonar" e promete manter a mesma linha nas negociações com TV e fornecedor de material esportivo. Não há motivos para não ser inovador e ir mais longe.

Escrito por Thiago Z. às 14h21
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Da promessa de ano turbulento à realidade do rebaixamento

Foram inúmeras trapalhadas. Contratações erradas, apostas furadas, trocas de treinador sem sentido. Se o ano começava prometendo dificuldades e a máxima aspiração era uma campanha tranqüila, a seqüência catastrófica de erros na montagem de um elenco não poderia ter desfecho tão apropriado.

O começo das trapalhadas e o patético início de temporada no Paulista

Marcelo, Eduardo Ratinho, Marinho, Betão e César; Marcelo Mattos, Magrão, Rosinei e Roger; Nilmar e Amoroso. Esse era o time pretendido pelo técnico Leão para ser a base de 2007. Algumas contratações vieram, mas nenhuma para ser titular, e sim compor o elenco. Arce, Jaílson, Christian, Jean, Gustavo, Daniel, todos sabiam que seriam reservas, no máximo a disputar vaga na equipe titular quando algum desses se contudisse ou vivesse má fase, da mesma forma como algumas promessas acreditavam poder despontar, como Elton, Willian, Fagner, Carlão, Daniel Grando e Wilson.

Aos poucos, tudo começou a despencar. Primeiro, César pediu dispensa para voltar a atuar na Itália. Como seu reserva, Gustavo Nery logo pediu para sair também. Nilmar, contundido, ora abandonava, ora voltava a fazer parte do grupo, mas sua questão contratual nunca era resolvida. Eduardo Ratinho também não se definia se ia ou ficava, mas era presença constante no departamento médico. Amoroso também ficava a maior parte do tempo afastado. Começando o Paulistão com o ataque reserva, Christian despontou marcando vários gols, mas, menos de um mês após sua estréia, abandonou o clube para se contundir em Porto Alegre. Jaílson também fora vendido sem muito tempo para se adaptar ao Parque São Jorge.

Enfim, o planejamento - que já não era grande coisa - começou a ir por água abaixo. Marcelo, em sua normal (péssima) forma, perdia posição para Jean, mas Leão não parecia se definir entre um e outro. Sem Ratinho contundido, Fágner negociado sem render nada ao Corinthians graças a uma estúpida falha no seu contrato, César e Gustavo Nery fora, Édson, único jogador da posição remanescente, não conseguia se firmar. Assim, vieram Tamandaré e Wellington para "preencher" as lacunas nas laterais do clube, sem sucesso, como era bem previsível.

Leão se esforçou para encontrar um jeito desse time encaixar. Apelou para os três zagueiros, usando Marcos Vinícius, Marquinhos e Gustavo na posição, com o último ficando dono da posição mais pelos gols feitos do que pelos evitatos. No ataque, apostou até em Daniel Grando, cujo único tento guardado não serviu para dar maiores esperanças de resolver o crônico problema ofensivo. Marcelo Matos e Magrão, em boa fase, acabavam definindo as partidas para a equipe.

Nas alas, o treinador chegou a jogar com Rosinei e Élton, também sem maiores conseqüências. Aliás, o anãozinho foi até vendido antes do meio da temporada. Roger alternou bons e maus momentos e logo Willian parecia a alternativa mais viável para a posição, algo que se concretizaria no segundo semestre. Quando Amoroso, sem justificar sua fama, teve uma expulsão estúpida num clássico frente ao Santos na Vila Belmiro, culminando na eliminação do time no Paulista, tudo ficou insustentável. Jogador e técnico acabaram dispensados um jogo depois.

José Augusto assumiu interinamente pela primeira vez para as derradeiras partidas do Paulistão - o time terminou em nono lugar na competição. Resolveu parar de inventar, montou o time sem maiores complicações, lançou garotos no time e até parecia que algo de bom estava a surgir de lá, com um futebol um pouco acima do demonstrado na época de Leão e Willian parecendo se firmar. Conseguiu empatar em 2 a 2 com o Náutico fora de casa pela Copa do Brasil, resultado que poderia ter sido melhor não fosse uma tremenda falha de Jean.

No jogo da volta, assumiu Paulo César Carpegianni, visivelmente sem muito suporte da diretoria. Não parecia uma das melhores opções, devido à juventude e inexperiência do elenco, imaturo ainda para lidar com todas as alternâncias típicas do treinador contratado. E o professor pardal começou já inventando. Èverton Ribeiro, elevado à condição de titular pelo interino, teve boas atuações na lateral, mas virou meia, para dar "consistência defensiva" ao time. O resultado? Náutico 2x0, em pleno Pacaembu. Eliminado, quando tinha vantagem de empate.

A sucessão de erros e o rebaixamento

Para o Brasileirão, mais uma nova safra de contratações. Rubão, então diretor do clube, apostou nas boas revelações do Campeonato Paulista. Trouxe de volta Fábio Ferreira e Marcelo Oliveira, emprestados na competição estadual e com boa atuação. Vieram também outros destaques do Paulistão, como Finazzi da Ponte Preta, e Everton Santos, Zelão e Felipe do Bragantino. Ainda contratado no primeiro semestre após ótima temporada pelo Figueirense, Carlos Albertos foi liberado de sua suspensão por falsificação de documentos.

Por outro lado, Magrão foi devolvido, pois o Corinthians não possuía recursos para comprá-lo. Nilmar desertou de vez o grupo após nova contusão e nova negociação frustrada para sua manutenção. Roger foi afastado por Carpegianni, algo não muito bem explicado, mas pouco lamentado, indo disputar a temporada no Flamengo. Durante as rodadas iniciais do campeonato, chegaram, entre outros, Pedro (que pouco durou na equipe), Kadu, Moradei, Clodoaldo e, inexplicavelmente, Vampeta, além do não tão aguardado retorno de Gustavo Nery.

O campeonato brasileiro começou com um time completamente novo. Felipe, Édson, Zelão, Fábio Ferreira e Betão; Marcelo Matos, Marcelo Oliveira, Rosinei e Willian; Everton Santos e Finazzi. Apenas 3 jogadores do time previsto para a temporada. E logo Marcelo Matos foi vendido, continuando a debandada pós MSI, destino que seria o mesmo de Betão, não fosse sua negociação com um time francês não ter dado certo. Rosinei, em péssima fase, alternaria seu resto de temporada ora contudido, ou refugiado do clube temendo a torcida, até rescindir seu contrato ao final do ano.

Aos trancos e barrancos, o Corinthians começou surpreendentemente bem o Brasileiro, chegando a ficar em 2o lugar nas primeiras sete rodadas. No entanto, Willian foi servir à seleção sub20 do Brasil e o time, carente, passou a viver péssima fase, ficando dez jogos sem vencer. Nesse período, muita confusão. Finazzi se contundiu e, quando voltou a reunir condições, foi afastado sem maiores explicações por Carpegiani. Dinélson foi chamado do Paraná, impedido de ser negociado com o Flamengo, era tido como o substituto do meia na seleção, mas não teve boas atuações até se contundir seriamente e ficar de fora da temporada.

Outro a ter destino semelhante foi Marcelo Olivera. Com boas partidas no ínicio do campeonato, teve dois jogos ruins e foi afastado, também sem motivo aparente. Quando voltou, parecia útil novamente, mas sofreu grave lesão no joelho e não pôde mais atuar até o fim de 2007. A pá de cal na esperança de uma boa temporada veio com a venda de Willian. Condenado pela FIFA em grau recursal no caso Nilmar, o Corinthians foi obrigado a negociar seu melhor jogador para acertar sua dívida com o Lyon.

Com tantas vendas e contusões, o técnico foi obrigado a apelar para jogadores do time junior, como Dentinho, Lulinha, Èverton Ribeiro e Nílton - a maré de sorte era tamanha que este, cujas partidas inícias foram muito boas, logo também ficou seriamente machucado e não pôde mais atuar. Carpegianni quebrava a cabeça e não conseguia encontrar solução tática e, após muitas invencionices, acabou demitido.

Assumiu José Augusto para um comando que deveria ser interino, mas, após vitória improvável contra o Santos, foi efetivado. E isso foi trágico. Em sete partidas, o treinador obteve apenas duas vitória e cinco derrotas, deixando o time, abatido, em condição delicada. Então, como última cartada, chegou Nelsinho Baptista, além dos inúteis Aílton, Iran, Fábio Braz, Héverton e Amaral, exceto pelo último, pouco utilizado, todos os outros com atuações patéticas. O resultado foi mais um desempenho pífio nas onze rodadas finais do Campeonato (só duas vitórias), culminando no rebaixamento.

Enfim, o Corinthians chegou à derradeira partida da temporada com Felipe, Betão, Zelão e Fábio Ferreira; Carlos Alberto, Bruno Octávio, Moradei, Vampeta e Éverton Ribeiro; Lulinha e Clodoaldo - Bruno Bonfim e Finazzi, titulares na reta final estavam suspensos, bem como Gustavo Nery, "contundido". Assim, em um elenco jovem, de nível mediano, apostando em algumas promessas, sobrava apenas um jogador do grupo pensado no início da temporada em janeiro - isso graças a uma frustrada negociação, caso contrário seria 100% diferente. Do time que começou o campeonato, apenas cinco permaneceram entre os titulares. Talvez, analisando-se atleta por atleta, nem fosse dos piores do campeonato. Mas, formado de improviso ao longo do ano, em meio a inúmeras trapalhadas, não poderia redundar em resultado muito melhor que o rebaixamento.

Escrito por Thiago Z. às 13h05
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O Inferno

Com a agonia que reinou nas últimas partidas, peço desculpas por não ter tido capacidade racional de escrever nesse blog sobre os últimos jogos. É sempre bom extravasar, mas tentar compreender o ridículo nível de atuação, as substituições imbecis de Nelsinho Baptista ou como se aceitou o retorno de um vagabundo do nível do Gustavo Nery poderiam gerar um risco que eu não aceitava: perder a esperança.

E, como todos os corinthians, acreditei. Até num frango do goleiro gremista naquele chute fraco de Zelão aos 48'50'' do segundo tempo. Gritei em casa, fiquei rouco, fui ao estádio, confiei nas mais tolas superstições, fiz tudo que acreditava e não acreditava para tentar livrar o time do rebaixamento. Infelizmente, caímos.

Agora é a hora em que só nos resta olhar à frente. Como permeou todo esse blog, de modo racional. E, como primeiro passo, tentar entendermos como chegamos a esse ponto. E, assim, voltemos a 2003.

Títulos, organização e tranqüilidade: o inesquecível ano de 2002
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O ano de 2002 havia sido maravilhoso. Vencemos a Copa do Brasil e o Rio-SP (que substituíra o campeonato estadual naquela temproada pelo calendário quinqüenal da CBF) batendo os nossos fregueses-mor, o São Paulo. Fomos à final do Campeonato Brasileiro, sendo o primeiro time brasileiro a conquistar duas vagas na mesma Libertadores. Compensamos ver os caiçaras comemorando um título por assistir, de camarote, a mais uma amarelada das moçoilas do Morumbi e o rebaixamento da porcada. Foi o melhor dos mundos.

Tudo isso aconteceu graças a uma atitude forte. Após pífio desempenho no Brasileiro de 2001, Roque Citadini e a HMTF tiveram peito de demitir Vanderlei Luxemburgo, que, então, contratara grande parte do elenco que seria vencedor no ano seguinte. Para seu lugar, veio um desacreditado Carlos Alberto Parreira. Ao seu modo, o treinador conquistou a torcida misturando seu pragmatismo com belos toques de bola. No entanto, tudo com um belo planejamento e serenidade para lidar com todos os problemas, mesmo após o final da parceria com o fundo de pensão norte-americano.

2003, no entanto, começou com baque. Parreira, devido ao ótimo ano corinthiano, voltou à seleção brasileira. Sem opções no mercado, a diretoria tirou Geninho do Atlético-PR. Por um lado, corretamente, pois o treinador vinha de dois grandes trabalhos (o título brasileiro de 2001 no Atlético-PR e a ótima campanha no xará mineiro em 2002). Mas, por outro, arriscada, pois o jeito corrido, defensivo e de contra-ataques velozes dos times por ele treinados era diamentralmente oposto ao toque de bola refinado, lento e paciente de 2002.

Queda na Libertadores e briga de bastidores: O início da derrocada
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Apesar da conquista do Paulista, prevaleceu a segunda alternativa. O despreparo de Geninho se evidenciou no nervosimos do time na Libertadores, eliminado graças a expulsões infantis em momentos chave. Esse foi o ponto incial do início da queda do alvinegro concluída no rebaixamento de 2007.

Sem dinheiro de parceria e sem a repercussão de uma Libertadores, começou-se um desmanche no bom grupo do primeiro semestre, levando jovens promessas como Wilson, Jô, Abuda e Bobô precocemente ao time principal. Insistiu-se com Geninho até sua situação se tornar insustentável, sacramentado após vexatória goleada para o Juventude, quando, ao final da partida, o treinador pediu dispensa em rede nacional ainda dentro de campo.

Tentou-se, então, uma solução criativa. Citadini apostou na parceria Rivelino/Junior para comandar o futebol alvinegro. O maior jogador de nossa história como diretor, o grande lateral-esquerdo do Flamengo como técnico. Poderia até ter sido algo aceitável, caso o carioca não bancasse o covarde e pulasse fora após apenas dois jogos, duas derrotas por 3 a 0 seguidas. Tamanho fiasco minou a força do vice-presidente de futebol alvinegro e abriu espaço para a ascensão de uma nova figura.

Sem nenhum técnico disposto a assumir o Corinthians após as bombásticas declarações de Junior - o grupo era fraco e não teria verba para reforços -, o ex-zagueiro Juninho Fonseca, então nas categorias de base do clube, foi escolhido como novo treinador. Com ele, ganhava força um dos principais nomes do futebol amador do alvinegro: Andres Sanches, apadrinhado por Nesi Curi. Ambos passariam a travar batalha pesada nos bastidores do clube com Citadini, vice-presidente de futebol eleito.

Um pacotão de problemas: o primeiro vexame
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Para a temporada 2004, anunciou-se um pacotão de mais de dez reforços, entre eles, Regis Pitbull, Adrianinho, Marcelo Ramos e Fábio Costa, além do retorno de Rincón. Com o ex-treinador da base, acreditava-se no uso de vários jogadores promissores do time então bi-campeão da Copa São Paulo. Toda a esperança se esvaiu com o começo fraquejante no Paulista, que culminou com a queda de Juninho após derrota para o São Paulo. Saiu de cena, também, Andres Sanches, abrindo espaço para um novo fortalecimento de Citadini.

Assumiu Osvaldo de Oliveira, prometendo resgatar o orgulho ferido desde a eliminação na Libertadores - chegou até a fazer um patético pedido pelo retorno do grito "todo poderoso timão" nas arquibancadas. O resultado foi catastrófico. O rebaixamento só não veio graças a dois gols de Grafite, com o São Paulo vencendo e jogando o Juventus à segunda divisão, para decepção de sua "torcida". Para tentar remediar a situação, O time ruim começou o Brasileiro de 2004 de joelhos, com duas vexatórias derrotas por 4 a 0 para Grêmio e o então egresso da segunda divisão Palmeiras, culminando com a eliminação na Copa do Brasil em Salvador para o Vitória.

Para tentar por a casa em ordem, Citadini trouxe Paulo Angioni para ser diretor de futebol. Mas uma acachapante goleada por 5 a 0 sofrida em pleno Pacaembu para o Atlético-PR selou o destino de Osvaldo de Oliveira. No meio da caça às bruxas, Dualib prometeu o afastamento do vice-presidente, mas este nunca deixou seu cargo no futebol e, depois das frustradas tentativas de contratação de Muricy Ramalho e Mário Sérgio, teve importância na escolha de Tite, preferido antes da vinda do técnico campeão mundial em 2000, mas então descartado por deixar a proposta alvinegra como estepe para um negócio com um time no Japão.

Futebol feio e eficiente: recuperação e o último suspiro de tranqüilidade
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O início de Tite foi preocupante. Apesar do empate frente ao São Paulo, o time começou a cair jogo após jogo, chegando a estar na lanterna do campeonato no intervalo da partida em que perdia para o Coritiba. No entanto, após a virada no segundo tempo, a primeira vitória de Tite selaria o início de uma nova fase, quando a torcida começava a encher os estádios ecoando os gritos de "Corinthians minha vida, Corinthians minha História, Corinthians meu amor".

Pouca coisa mudara no elenco. Contratações modestas como a de Fábio Baiano e Alessandro unidas a vários jogadores egressos das categorias de base como Rosinei, Wendel, Edson, Betão e Jô compunham um time que se defendia com qualidade, criava poucas chances de gol e vencia quase sempre por 1 a 0. Na segurança, o Corinthians terminou o campeonato brasileiro em 5.º lugar - com uma posição conseguida graças à punição ao São Caetano pela morte em campo
do zagueiro Serginho, mas ainda assim surpreendente diante do frágil início.

A boa fase, porém, não esfriou as brigas nos bastidores do alvinegro. O futebol feio empolgava a torcida, mas não deixava muitas pessoas felizes nos quadros do Parque São Jorge. A crise financeira pós-HMTF passava a ser o foco das reclamações, dizendo que um time como o Corinthians não conseguiria viver de resultados modestos, passando um ano sem títulos. Nesse cenário, começou-se a ventilar o nome de Kia Joorabichian.

A parceria e a máfia: sonhos e obscuridade
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Ninguém sabia muito bem quem era aquele iraniano apresentado com pompa no programa de Milton Neves. Prometia o mundo ao alvinegro, transformá-lo em "number one". Dizia que traria a estrela ascendente do Boca Juniors, o campeão olímpico Carlitos Tevez. Era difícil acreditar em alguém cujos nome, origem e nacionalidades eram incertos. Ainda mais quando apresentado por uma figura de passado tão nefasto quanto o condenado ex-presidente da falida Unicor, Renato Duprat.

O que se contava era que Duprat oferecera a parceria a dois clubes, Atlético-MG e Santos, e ambos a teriam rejeitado. No Corinthians, então com uma certa estabilidade técnica dentro de campo, era a salvação para todos os problemas financeiros. Alberto Dualib, endividado e responsável pela trágica situação das contas do clube, ficou encantado com a possibilidade de dinheiro fácil e de origem para lá de duvidosa e seguiu a Londres para acertar detalhes de como se daria essa parceria. Alguns diretores acompanharam o presidente em sua viagem. Entre eles, Andres Sanches, um dos maiores entusiastas do negócio.

Voltou a comitiva alvinegra com uma prévia do contrato na mão. Este definia que os rumos do futebol do clube seriam tomados por "votação": o Corinthians indicaria dois votos, a MSI, nome dado para a constituição da "empresa" cujo capital não possuía origem esclarecida e sede era numa academia de ginástica em Londres, indicaria mais dois votos. Em caso de empate, o voto de minerva seria de seu presidente, Kia Joorabichian. Sob pressão do alto mandatário, patrulha de grande parte da mídia e com um conselho viciado, apenas dezesseis conselheiros corinthianos votaram contra a união. Estava aprovada a parceria.

Para mostrar a seriedade do negócio, a MSI não poupou esforços e dinheiro para contratar o argentino Carlitos Tevez. E assim o fez. Iludida pela possibilidade de um time de "galáticos" para o ano seguinte, a torcida embarcou na aventura junto ao Conselho. No entanto, nos bastidores Kia negociava o retorno de Vanderlei Luxemburgo ao comando técnico, apesar da ótima campanha de Tite à frente do Corinthians. O então treinador alvinegro, ao saber da negociata, declarou que não trabalharia com o iraniano. Citadini se afastou do comando do futebol, herdado por Andres Sanches.


Escrito por Thiago Z. às 21h41
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O inferno (continuação)

Turbulência e incompetência: socos na porta, jogos refeitos e título
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2004 terminou com um grande chapéu dado por Vanderlei Luxemburgo. Teoricamente apalavrado com Kia, até teria indicado reforços a serem contratados. Mas uma proposta do Real Madrid o seduziu ao ponto de usar uma renovação com o Santos para não aceitar a proposta corinthiana e, dias depois, viajar para assumir o gigante clube espanhol. Sem outra opção, Kia foi obrigado a negociar com Tite, e este, antes reticente, renovou para 2005.

O novo ano começou turbulento. Claramente, havia um tremendo mal-estar entre as milionárias contratações da MSI e o elenco de bons resultados em 2004. No meio a brigas entre jogadores e pressão da nova diretoria, Tite tentava contornar os problemas e formar uma equipe mais ofensiva. O início fraquejante no Paulista culminou com a queda do treinador após nova derrota frente ao São Paulo, quando Coelho perdera um pênalti ao final da partida, fato que redundou na ira de Kia, socos na porta do vestiário e demissão do técnico.

Para seu lugar, foi chamado Daniel Passarella, cujo trabalho começou até razoavelmente. Após uma derrota vergonhosa por 3 a 0 para o Cianorte pela Copa do Brasil, o clube empolgou a torcida ao reverter o quadro no jogo no Pacaembu vencendo por 5 a 1. Os bons resultados seguintes levaram o Corinthians ao vice-campeonato paulista e um futebol em evolução dava ânimo para conquistas no segundo semestre. No entanto, o técnico argentino detectou alguns problemas, como a má fase de Fábio Costa e o chinelinho de Roger. Afastados do time principal, começaram os problemas.

Não há como dizer que Roger, então reserva por má condição física, não foi pelo menos displicente ao mandar um pênalti para a Lua em Florianópolis após derrota por 2 a 0 para o Figueirense no tempo normal, igualando o resultado do Pacaembu e obrigando o time a disputar o desempate na marca da cal. Um time abatido foi goleado pelo São Paulo por 5 a 1, no Pacaembu. Não havia como Passarella continuar, e, apesar da resistência de Kia e de uma milionária multa rescisória, o treinador caiu - e até hoje cobra sua indenização.

Sem plano B, o time apelou ao ex-volante Marcio Bittencourt, auxiliar de Tite e Passarella. Incentivado pelos jogadores, o treinador conduziu o Corinthians em uma reação que, aliada à anulação de vários jogos pelo escandâlo de arbitragem, levou o time à liderança do campeonato. Mas, segundo a diretoria, faltava experiência a Márcio: o grupo estava descontrolado e, tecnicamente, a defesa era uma peneira. Então, o retranqueiro e disciplinador Antônio Lopes tomou as rédeas do clube e, a duras penas, trouxe o único título da era-MSI. Nas palavras de Dualib flagradas posteriormente, "roubado", graças às partidas refeitas e ao escandaloso pênalti não marcado para o vice-campeão Internacional em pleno Pacaembu no empate entre os postulantes à conquista.

Inveja e baderna: o início do fim
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O plano de Kia, pelo menos oficialmente, era internacionalizar a marca Corinthians. Durante os primeiros meses da parceria, o Corinthians não renovou o contrato com a Pepsi e atuou com a camisa sem patrocinador. Kia dizia que a marca estava valorizada demais e só negociaria a estampa no uniforme quando alguém tivesse uma proposta digna do espaço ocupado pelo clube na mídia. O marketing do alvinegro, sob comando da SMA Sports Agency de Carla Dualib, ficava esquecida sob a mão de ferro do negociador iraniano.

Veio, quase no final da temporada 2005, o acordo com a Samsung. A aproximação teria sido feita pela neta do presidente do Corinthians, mas a negociação do contrato se dera exclusivamente pelo mandatário da MSI e, assim, recusou-se a pagar comissão à empresa "contratada" pelo clube. Foi a gota d'água para que o parceiro iraniano começasse a ser minado por Dualib, cujas demonstrações de ciúmes se tornavam mais freqüentes enquanto Kia Joorabichian virava um popstar no futebol brasileiro.

Nesse clima de guerra fria começou 2006, o ano em que o projeto de internacionalizar o Corinthians teria sua grande prova de fogo: a Libertadores. O grupo do Brasileiro era reforçado pelo retorno de Ricardinho, contratado a pedido de Tévez, mas sem se pensar muito em como atuaria ao lado de Roger, um dos destaque da campanha de 2005. Num acordo inexplicável, Marcelinho, condenado a indenizar o Corinthians pelos problemas com o meia em 2001, retornava ao clube como forma de compensar uma dívida com Luizão, ambos representados pela advogada Gislaine Nunes. À revelia da MSI. Uma bomba, prestes a explodir, gerando enorme instabilidade num grupo já não muito sólido.Cambaleante, o time fez campanha decepcionante no Paulistão.

Mas o foco era a Libertadores. Os maus resultados no campeonato estadual e um risco de precoce eliminação na competição sulamericano derrubaram Antonio Lopes. Sem outra alternativa, o jeito foi, mais uma vez, efetivar o auxiliar. Esperando o mesmo sucesso de Márcio Bittencourt, Ademir Braga apareceu bastante na mídia com seu metro-sexualismo à la David Beckham, mas pouco fez de útil para levar o Corinthians ao tão sonhado título. Diante de tamanha empáfia, a eliminação nas oitavas-de-final da Libertadores, novamente para o River Plate de Daniel Passarella, novamente em casa, transformou o Pacaembu em campo de guerra num jogo que sequer chegou ao seu fim.

Destroçado, o clube anunciou a contratação de Geninho para o comando técnico, após boa campanha do treinador no Goiás no ano anterior e na Libertadores. Dessa vez, o fracasso foi retumbante, largando o Corinthians na lanterna para que Emerson Leão viesse. E os "galáticos" começassem a ir embora.

Leão: fuga do rebaixamento e desmanche da parceria
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Emérson Leão poderia ser qualquer coisa, menos um nome de consenso. Mas, naquele momento, parecia ser o único bombeiro habilitado a tirar o Corinthians daquela situação humilhante. E assim ele fez, com um bom aproveitamente graças à arrancada de nove partidas invictas que levou o time ao nono lugar no Campeonato Brasileiro. No entanto, o preço a pagar foi alto.

Em sua primeira entrevista coletiva, Leão referiu-se a um amigo dizendo que "apesar de argentino, era gente boa". Depois, tirou a braçadeira de Carlitos Tevéz logo em sua estréia, uma vitória de 2 a 1 sobre o Fluminense, alegando que ninguém entendia o que o argentino falava. Foi a desculpa preferida para o astro internacional abandonar o clube, algo já ameaçado fazia tempo com inúmeras viagens e férias concedidas por Joorabichian. Depois, ao alegar que não liberaria Mascherano para uma partida de sua seleção, o volante uniu-se ao compatriota atacante na deserção. Após briga em campo e afastamento de Carlos Alberto, sobravam poucos jogadores da MSI no grupo. Entre eles, Nilmar. Ou não.

O atacante do Internacional veio ao Corinthians por empréstimo junto ao Lyon de um ano no meio do Brasileirão de 2005, após a frustrada tentativa de contratar de Vágner Love. Ao final do prazo, cabia ao clube brasileiro exercer sua prioridade e pagar o valor estipulado. Depois de muita negociação, Kia anunciou o acordo para que o valorizado atleta permanecesse no alvinegro. Logo após, sofreu grave contusão. E nada de pagamento até o clube francês recorrer a FIFA para ver a cor do dinheiro. Começava um confuso imbróglio.

Para conseguir a liberação dos jogadores argentinos e transferi-los à Europa, Kia Joorabichian se viu obrigado a fazer acordo com Dualib. Foi o último aporte de atletas pela MSI. Contrariada na contratação de Émerson Leão, a parceria não só arrefecia, como chegava ao seu final de fato - então, o iraniano não aparecia no Brasil desde antes da Copa do Mundo na Alemanha. Sem dinheiro e pagando salário especulado em 500 mil mensais para seu treinador, 2007 não parecia nada animador.

A nova ascensão de Sanches e a aproximação do abismo
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O ano de 2007, para variar, começou em meio a muita turbulência. Na eleição para o Conselho Deliberativo, a chapa de Andres Sanches, Renovação e Transparência, impôs ao grupo de Alberto Dualib sua primeira derrota. Nunca ficou muito claro o motivo que levou Sanches à oposição. Uma das pessoas a ajudar a costurar o acordo em 2004 e Vice-presidente de futebol durante o primeiro ano da parceria, em 2006, viveu um ano sabático, construindo seu grupo eleitoral.

Amigo de Kia Joorabichian, um dos prováveis motivos a tê-lo levado a desistir do cargo deve ter sido a briga velada entre o iraniano e Dualib e o conseqüente desmando administrativo. Temendo nefastos dias, antecipou-se ao abandonar o barco e começar a minar efetivamente Dualib. É o que se infere quando sua primeira grande ação como cardeal alvinegro foi ter levado uma nova comitiva a Londres para conversar com o presidente da MSI.

Eram momentos delicados. Sem dinheiro, as contratações para a temporada que se iniciava eram de baixíssimo nível. O elenco formado por Émerson Leão era fraco demais e a única esperança na efetivação de jovens promessas, como Willian, valorizado após boa participação no Sulamericano Sub-20. Outra revelação, Fágner, saía de graça do clube após trapalhada negociação contratual revelando uma inexplicável e aparentemente suja baderna nas categorias de base. Além disso, tinha em Nilmar um misto de salvação e morte. Enquanto a justiça trabalhista prorrogava o vínculo do jogador com o clube, a FIFA condenava o Corinthians a indenizar o Lyon. Em meio a muitos vais-e-vens, o jogador voltou a atuar pelo alvinegro, mas uma nova e séria contusão pôs fim aos dias do atacante no Parque São Jorge, ainda assim, deixando uma dívida de quase dez milhões de euros por sua contratação.

O resultado no Campeonato Paulista não desmentiu as más expectativas. Leão não resistiu e caiu, junto com Edvar Simões, diretor que herdou o futebol do clube e nunca se deu muito bem com o esporte da bola nos pés como se dava quando lançava-a ao cesto. Enquanto isso, Dualib e Renato Duprat viajavam para cima e para baixo sob o pretexto de procurar recursos para o clube. Boatos de novos investidores e da saída de Kia Joorabichian ventilavam, mas nenhum se confirmava. Buscar esclarecimentos eram o motivo da viagem da comitiva de Andres Sanches, junto a Bruno Gobbi.

A queda definitiva de Dualib. E do Corinthians.
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O presidente do Corinthians, no entanto, sofria duros e irreversíveis golpes. Denunciado pelo Ministério Público Federal por lavagem de dinheiro junto a seu vice Nesi Cury, ainda viu decretadas as prisões preventivas de Kia Joorabichian e Boris Berezovski, tido pela Polícia Federal como principal investidor da MSI. Suas contas de 2006 eram rejeitadas e o processo de impeachment do mandatário tomava corpo. O passo seguinte foi a unânime aprovação do
final da parceria pelo Conselho Deliberativo. Ciente do fim de seus dias, Dualib pediu licença, depois transformada em renúncia, sempre ao lado do vice e seu fiel escudeiro.

Na prática, pouco ou nada isso significava. Dualib exercia pouquíssimo poder no clube já fazia tempo, era apenas uma figura simbólica havia anos, mas só então passava a ser efetivamente contestada e corria riscos. A parceria já completava mais de um ano sem aportar recursos no Corinthians. O comando do futebol alvinegro parecia nas mãos de Renato Duprat, indicando nomes que teoricamente ajudariam o ingresso de novos investidores. Assim, contra praticamente toda a diretoria alvinegra, veio Paulo cesar Carpegiani para ser o novo treinador, como último ato do ex-presidente. Rubão, novo diretor de futebol e um dos 16 conselheiros contrários à parceria, formava, com nebulosas contratações, um grupo inexperiente para o Brasileiro.

Após a licença de Dualib, Clodomil Orsi assumiu interinamente a direção de futebol e tentou por a casa em ordem, vendendo Willian para renegociar a dívida com o Lyon referente à tentativa frustrada de golpe na contratação de Nilmar. Além disso, logo afastou Rubão do clube, dando espaço para o destemperado Antoine Gebran, que por sua vez demitiu Carpegiani e efetivou o técnico dos juniores José Augusto. Contratações de pouco impacto vieram para completar o grupo que rebaixaria o Corinthians. Após pífio desempenho, um novo treinador é contratado, Nelsinho Baptista, em busca de "marketing e grana".

Na parte administrativa, novas eleições são convocadas após a renúncia de Dualib e Curi. Vence Andres Sanches, ameaçando demitir Gebran e assumir pessoalmente o futebol do clube, decisão da qual logo se arrepende e mantém o antigo diretor no cargo. Pouco adianta. Apesar do apoio incondicional e emocionante da torcida, o Corinthians cai. Sanches anuncia uma revolução na administração do clube para 2008. Que parece vir junto com Papai Noel.

Epílogo
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Culpar a parceria com a MSI pela decadência é fechar os olhos ao principal culpado de toda essa situação vexaminosa. A culpa é do Conselho Deliberativo, responsável por inúmeras reeleições de Dualib. Não descartamos o fato de o ex-presidente ter mexido seus pauzinhos para tornar o órgão subserviente através de nomeações e conchavos. Mas se havia alguém apto para ter se mexido antes, não o fez.

Fato é que a administração Dualib nunca foi competente. Todos os seus títulos, exceto em 1995 e 2003, foram conquistadas sob parcerias. Nunca o presidente era o homem-forte do futebol nessas conquistas. Henrique Alves, Romeu Tuma Jr, Antonio Roque Citadini, José Roberto Guimarães, Kia Joorabichian, Grupo de Apoio ao Presidente, sempre havia alguém fazendo o serviço e, quando esse nome ganhava notoriedade suficiente para obscurecer a figura do mandatário, havia uma troca de comando.

A partir de 2003, a ausência de Dualib se tornou tamanha que a briga nos bastidores se tornou insustentável. Andres Sanches e Roque Citadini passaram a disputar richas internas sem tamanho. Como ninguém ousava contestar o presidente, esse entrevero nunca ficava claro, com posições definidas. Um deles nos levou à parceria, o catalisador da tragédia, que talvez pudesse até ser evitada caso a administração de 2004 tivesse uma seqüência racional e tranqüila; por isso, tendemos a ser simpáticos ao grupo de Citadini, dos que foram contrários à parceria e denunciaram todos os seus males antes de sua aprovação pelo Conselho Deliberativo.

No entanto, o atual presidente do CORI tem sua parcela de culpa. Nunca se levantou como oposição a Alberto Dualib. Foi por ele conduzido ao cargo de vice-presidente de futebol e, mesmo ciente da notória incapacidade do administrador, jamais veio a público pedir sua cassação, propondo nova base. Até pouco tempo atrás, ficava numa posição dúbia quanto ao impedimento do mandatário. No entanto, apesar disso, não me restam dúvidas de que seria o homem mais capacitado nos quadros do Parque São Jorge para levar o Corinthians de volta à sua grandeza.

No entanto, essa função caiu nas mãos de Andres Sanches, que ainda não se mostrou digno de confiança, por mais a boa vontade de nossa parte e desejo de ver sua administração prosperando e reerguendo o clube. Pupilo de Nesi Curi, o atual presidente ganhou relevância na diretoria junto a ele nas malfadadas contratações de 2004. Esteve ao lado do outro denunciado pelo Ministério Público Federal no momento da negociação da parceria em Londres e na aprovação da mesma pelo Conselho, e à qual jamais se opôs até o momento quando fazer isso era burrice, em meados desse ano.

Hoje, anuncia nomes completamente suspeitos. Antonio Carlos Zago é seu amigo, mas isso não o credencia para ser diretor de futebol. Muito menos seu histórico como jogador. Inexperiente, pode ter o mesmo destino de Rivellino, ídolo do clube e trágico administrador. Bruno Gobbi, o vice-presidente de futebol, é outro discípulo de Curi e ferrenho defensor da parceria. Enfim, fingindo promover uma revolução com gente jovem no clube, o quadro administrativo cada vez está mais próximo ao da nefasta "administração anterior", cuja "herança maldita" agora é a desculpa da vez. Anuncia-se revolução, mas parecemos estar diante de um velado retrocesso.

Agora de pouco adianta todo esse retrospecto bíblico apenas para apontar culpados. Deve-se, sim, apontar seus principais erros, para evitá-los. E este foi, sem dúvida, essa briga interna de bastidores, velada, sempre parecendo que um queria puxar o tapete de outro, mas ninguém nunca dando a cara à tapa. Apenas com a edição da parceria que o Corinthians passou a ter certa oposição, embora pouco ruidosa, mas visível. Como Sanches foi eleito com pouca vantagem, é razoável dizer que exista um grupo consideravelmente forte na oposição. E, a ele, cabe importantíssima função: criticar, fiscalizar e cooperar de forma aberta.

Em suma, dar sua opinião de forma clara, apontando erros e, se possível, indicando formas para corrigi-los. Caso tenha alguma informação relevante, divulgá-la. Por exemplo, discutir esse balancete recém disponibilizado pela diretoria do clube. Porém, evitar a cornetagem. Se Rafinha não é o reforço dos sonhos, ok, pelo menos tentemos dar-lhe suporte. Agora, caso a contratação de Bóvio esteja envolvida em qualquer maracutaia, denuncie-a. Transparência da situação e da oposição é a única coisa capaz de tirar o Corinthians do buraco. Foi essa briguinha por trás das cortinas que iniciou a decadência.

Obviamente, o rebaixamento também tem seus motivos técnicos, mas discutir as contratações frustrantes, os erros dos treinadores e a derrocada dentro das quatro linhas é assunto para outro texto. Assim como tentar enxergar perspectivas de futuro na travessia do inferno na série B.

Escrito por Thiago Z. às 21h41
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Um castigo duro demais

Da mesma forma como a vitória sobre o São Paulo gerou uma euforia precipitada, a doída derrota frente ao Náutico não deve ser encarada como a total desgraça. Sim, a situação está muito difícil, mas até houve evolução em Pernambuco.

O Corinthians entrou corretamente cauteloso em Recife. O mandante partiria com tudo para cima e o time deveria estar pronto para suportar a pressão. O problema foi que o técnico adversário escalou bem sua equipe ao atuar com três atacantes, matando a sobra alvinegra e comandando o jogo. No entanto, não conseguiu criar chances mais agudas graças ao bom desempenho dos zagueiros e volantes.

Mais uma vez, a única sombra de ofensividade do Corinthians residia nos avanços de Carlos Alberto pelo lado direito. Quando Nelsinho percebeu que, ao perder uma grande chance de gol, até Fábio Ferreira conseguia atuar pela lateral destra com mais eficiência que Iran, resolveu sacar o refugo do Botafogo para a segunda etapa.

Não só por isso a equipe melhorou. Com uma linha de quatro defensores (Carlão cobria o flanco canhoto), o trio de ataque pernambucano parou de dar trabalho e a incisividade de Dentinho e Lulinha criava chances de gol. Quando o Náutico recompôs seu meio-campo, soltou seus laterais abrindo mão do terceiro jogador de frente, as coisas se reequilibraram, com os pernambucanos voltando a mandar no jogo.

Então, Nelsinho errou. Não ao escalar Aílton, pois o jogador, na teoria, significaria um melhor toque de bola no meio-campo, lançamentos mais precisos para os atacantes contra um adversário desesperadamente lançado à frente e cruzamentos perigosos. O erro foi ao tirar Carlão, pois, ao recuar Gustavo Nery para a lateral-esquerda, perdeu poder defensivo e o adversário passou a ser mais impetuoso. Percebeu a besteira ao por Amaral, mesmo improvisado, no lugar do ex-sãopaulino.

Ainda assim, graças à boa partida de Felipe, com defesas ótimas, o jogo parecia condenado ao empate, pois o adversário não conseguia transformar seu domínio territorial em pressão insuportável. Nos contra-ataques, o Corinthians até se insinuava, perdendo algumas boas chances. Mas tudo isso foi por água abaixo graças a um pênalti estúpido cometido por Aílton logo ao final da partida, quando não havia mais tempo para a recuperação.

A dor da derrota foi grande. Talvez pela rodade não ter colaborado em nada, mas em muito por não a merecer, após tanta luta e, principalmente, por ter dado até amostras de um fecho de luz ao fim do túnel. Agora é necessário apoiar a equipe com todas as últimas forças, a comissão técnica deverá arrumar um modo para elevar o ânimo pois vencer ao Figueirense, no Pacaembu, semana que vem, é indispensável. Força.

Escrito por Thiago Z. às 15h12
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Notas do jogo: Náutico 1x0 Corinthians

Felipe. Uma defesa sensacional no primeiro tempo, duas fantásticas no mesmo lance no segundo. Só não pegou o pênalti. Nota 8,5
Fabio Ferreira. Boa partida como zagueiro, útil na lateral-direita, mas perdeu duas chances incríveis. Não é sua função, só por isso pode ser perdoado. Nota 6,0
Zelão. Partida séria, como sempre. Nota 5,5
Betão. Voltou a ser o zagueiro estabanado de sempre. Tomou dribles fáceis e não ajudou muito na defesa. Nota 4,0
Moradei. Correu e marcou com muita eficiência no meio-campo. Falta a ele talento para sair para o jogo. Nota 5,5
Carlos Alberto. Fazia boa partida no primeiro tempo. No segundo, precisou marcar mais atrás e sumiu, embora tenha feito o papel com desenvoltura. Nota 6,0
Iran. Nem foi tão patético como sempre é. Mas se até Fábio Ferreira improvisado é melhor que ele na lateral, não pode continuar no time. Nota 5,0
Dentinho. Entrou com personalidade, buscou jogo pelos lados do campo, perdeu uma boa chance de gol num cruzamento, enfim, deu outra cara ao time. Nota 6,0
Carlão. Jogava mais defensivamente, e ia bem no combate ao lateral adversário. Sua precipitada substituição propiciou uma avenida ao Náutico, onde foram criadas as melhores chances do adversário. Nota 5,5
Aílton. Patético no que se propôs a fazer, não segurou o jogo nem distribuiu melhor as partidas. Coroou sua péssima atuação ao cometer um pênalti desnecessário, estúpido e imperdoável para alguém de sua experiência. Nota zero.
Gustavo Nery. Mais uma partida em que não fez absolutamente nada, pois marcou mal, não criou jogada nenhuma e ainda saiu reclamando de campo. Poderia já pedir as contas, como Rosinei. Nota 2,0
Amaral. Entrou improvisado na esquerda para corrigir uma bobagem feita por Nelsinho. Não comprometeu, embora não tenha ajudado em nada o setor ofensivo. Nota 5,0
Lulinha. Um pouco fominha demais, ainda assim uma atuação insinuante, provando ter talento, mas ainda faltar muita maturidade. Poderia ter tocado mais a bola em vez de querer definir sozinho. Nota 5,5
Finazzi. Uma nulidade no ataque, ajudou um pouco na defesa. Não serve para ser pivô, mas, enfim, para montar um esquema com dois atacantes velozes e prescindir de sua presença nas bolas aéreas, agora é tarde demais. Nota 4,0
Nelsinho Baptista. Escalou bem o time, mas mexeu muito mal. Fábio Ferreira é melhor que Iran na direita, mas não significa ser necessariamente a melhor opção para a lateral do time. Apostar nos dotes defensivos de Gustavo Nery era como acreditar na vitória de Raikkonen na F1 - só com a incompetência absurda do adversário dá certo. Ainda assim, não havia motivos para arriscar tanto no jogo, o empate fora de casa não era dos piores resultados, ainda com a rodada desfavorável. Até corrigiu a tempo, mas, enfim, não adiantou nada pois o time perdeu. Nota 5,0

Escrito por Thiago Z. às 15h05
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De ponto em ponto, o rebaixamento segue aí

Nelsinho até pensou corretamente, mas qualquer esquema com dois centroavantes do nível de Clodoaldo e Finazzi ruiria. O empate foi até celebrado, afinal, não houve derrota. Mas não adiantou nada.

Era um dia de celebração. Fazia trinta anos da heróica conquista que marcou a quebra do jejum de 23 anos sem títulos de expressão. O Pacaembu lotado. O cenário estava pronto para marcar uma possível solidez na recuperação do Corinthians, consolidando sua fuga do rebaixamento. Mas não foi bem assim.

O maior erro poderia ter sido começar a partida com dois centroavantes. No entanto, o esquema até funcionou, enquanto o Internacional recuava, aguardando o Corinthians em sua defesa. Com o campo ocupado, quando um dos grandalhões saía da frente para abrir espaço para os companheiros recuados, sobrava outro na área gaúcha facilitando as chances de gol. O problema é que os dois centroavantes são Clodoaldo e Finazzi.

Enquanto Finazzi perdeu duas chances absurdas (uma em completo impedimento, é verdade), Clodoaldo brigava, corria o campo todo, disputava qualquer bola, e não produzia nada de concreto. No meio-campo, Aílton tentava coordenar as jogadas, enquanto Héverton se atravancava no meio de três adversários, pouco fazendo para ajudar o time nas jogadas ofensivas. E assim foi o primeiro tempo.

Na volta do intervalo, Abel Braga resolveu soltar seu time. O que se viu foi o Corinthians dominado, entregue e o gol era uma questão de tempo. E aconteceu, num belo drible do saudoso Gil sobre o bom Fábio Ferreira e, numa espanada atrapalhada do achincalhado Betão, a bola sobrou sozinha para Magrão estufar as redes alvinegras. Irônico, no mínimo. Mas merecido.

Apenas após sofrer o gol Nelsinho resolveu mexer no time: tirou Moradei, um bom volante marcador, e Clodoaldo, promovendo as entradas de Everton Santos e Lulinha. O problema do time, na saída de bola, continuava lá, e agora havia um marcador a menos. Não à toa, o Inter continuou a mandar no jogo, até que duas alterações deram resultado: Abel tirou Gil e Magrão. Assim, Fabio Ferreira passou a ganhar todas as jogadas de seu oponente, sempre deixado no mano-a-mano pelo inútil Iran, e a marcação avançada dos gaúchos perdeu força com um volante mais recuado. E o Corinthians ainda queria pagar uma fortuna para ter esse treinador em seu banco de reservas...

Reequilibrada a partida, o Corinthians partiu impetuoso atrás de seu gol de empate que veio, como só poderia ter sido e como sempre tem sido, de cabeça. Numa falta cometida sobre um insinuante Lulinha, Aílton pôs na cabeça do abestalhado Finazzi, que encerrou o seu jejum e fez a torcida sair celebrando um empate num dia no qual a derrota pareceu iminente. Na atual situação, Um ponto nunca é desprezível, mas ainda não serviu para tirar o Corinthians da zona de rebaixamento.

Escrito por Thiago Z. às 20h17
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Notas do jogo: Corinthians 1x1 Internacional-RS

Felipe. Pouco exigido, mas quando o foi, correspondeu. Nota 7,0
Betão. Apesar da partida até regular, numa falha sua saiu o gol adversário. Nota 4,5
Fábio Ferreira. Quando teve que sair ao encalço de Gil, foi mal. Na saída do ex-corinthiano, foi soberano. Nota 5,0
Zelão. Sério na sobra. Se a bola caísse para ele, o primeiro gol não aconteceria naquele momento. Nota 6,0
Moradei. Um marcador valente, como sempre. Ajudou bastante o time na defesa. Não deveria ter saído. Nota 6,0
Lulinha. Entrou bem no jogo, driblando e mostrando personalidade. Parece estar ganhando confiança para ser titular. Nota 6,5
Carlos Alberto. O melhor jogador do time em campo. Marcou bem pela direita e, mais uma vez, foi sempre a única opção construtiva de jogadas ofensivas. Nota 6,5
Iran. Uma lástima pela direita. Deixou sempre Gil sozinho com Fábio Ferreira, não acompanhou o lateral adversário e ainda nada fez quando se lançou à frente. Continuamos esperano que acerte seu primeiro cruzamento. E ninguém o tira do time. Nota 1,0
Aílton. Improvisado na ala, deixou uma avenida ao Inter, felizmente muito mal aproveitada. No campo de ataque, foi o único jogador mais "pensativo" do time, o que pouco significa para atacantes de baixíssimo nível técnico. Acertou um belo cruzamento para Finazzi. Nota 5,5
Héverton. Atuação discreta. Precisa aprender a dar mais velocidade ao jogo, não apenas correr com a bola dominada e tentar driblar vários adversários. Nada produziu para ajudar o time. Nota 4,0
Vampeta. Entrou, acertou um ou outro passe, mas não foi suficiente para dar a cadência necessária ao time. Sorte que o Inter não pressionou mais. Nota 5,0
Clodoaldo. Esforçado como sempre, a mesma inutilidade de praxe. Pouco conseguiu fazer em campo, apesar de até ter funcionado ao abrir espaços para os meias e alas. Nota 4,5
Everton Santos. Entrou para tentar abrir o jogo pelos flancos do campo, mas não teve sucesso na empreitada. Nota 4,0
Finazzi. Fica marcado mais por perder gols tão fáceis quanto pelo que marcou. Poderia ter mudado o rumo do jogo e, quem sabe, do time no campeonato. Nota 5,0
Nelsinho Baptista. O esquema inicial não é tão horrível quanto pregaram, os jogadores que o são. No entanto, demorou para perceber a mudança do jogo no segundo tempo, além de não a entender, continuando a manter um Iran inútil ao sempre deixar Gil no mano a mano com Fábio Ferreira, bem como não aproveitar melhor os bons avanços de Carlos Alberto. Acertou ao por Lulinha. Nota 4,5

Escrito por Thiago Z. às 20h16
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30 anos atrás...

Hoje se celebram os trinta anos do título de 1977, a mais mítica conquista corinthiana de todos os tempos. O gol chorado de Basílio é algo com que todos já estão familiarizados, corinthianos ou não. Haverá uma homenagem hoje no Pacaembu, tornando a partida contra o Internacional ainda mais imperdível. Lá estarei para aplaudir os heróis de uma glória tão sofrida e tão comemorada, até hoje relembrada com tanta devoção por nós e tamanha importância por todos os veículos de imprensa. Como disse no ano passado, enquanto esse blog engatinhava, é um feriado religioso para todos os torcedores alvinegros. Uma data que jamais passará em branco.

Veja o gol e tente não se emocionar com a narração de Osmar Santos:




Escrito por Thiago Z. às 11h26
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